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  CABOTAGEM CRESCE NO TECON IMBITUBA
 

Com a entrada dos navios da Mercosul Line, o terminal catarinense atingirá
a movimentação mensal de 2.000 contêineres

Texto: Renata Passos
Transporte Moderno

Depois de anunciar em abril as primeiras operações de serviços de cabotagem de navios da Aliança, agora o Tecon Imbituba (empresa localizada no porto de mesmo nome, pertencente à Santos Brasil Participações) começa a atender a Mercosul Line, companhia de navegação costeira do grupo A.P. Moller Maersk. De acordo com o diretor-administrativo da Santos Brasil, Caio Morel Correa, com essa atividade, a movimentação mensal saltará de aproximadamente 1.300 contêineres para 2.000 unidades.

"Desta maneira, devemos operar cerca de 24 mil contêineres neste ano. Em 2008, foram aproximadamente 11 mil, mas as atividades foram iniciadas em maio", justifica o executivo, destacando que o Tecon Imbituba operava anteriormente com navegação de longo curso - dois serviços da CSAV (Compañia Sud Americana de Vapores).

Correa diz que o terminal está com um volume crescente e a crise não afetou os negócios.  Para 2010, a expectativa é que ocorra um novo aumento na movimentação e atinja cerca de 200 mil contêineres. "Quando metade das unidades deverá oriundas da cabotagem", prevê.

O novo serviço da Mercosul Line é composto de três operações mensais realizadas pelas embarcações Mercosul Santos, Mercosul Suape - ambas com 2500 TEU de capacidade - e Nedlloyd de Liefde, que operam também nos portos de Salvador (BA), Suape (PE), Pecém (CE) e Manaus (AM). Para viabilizar o crescimento das operações, o terminal tem recebido uma série de  investimentos. Além dos R$ 120 milhões pagos pela Santos Brasil quando venceu a licitação do Tecon Imbituba em 2008, a holding está aplicando outros R$ 283 milhões em obras de expansão e renovação do terminal e aquisições de equipamentos. O plano já iniciado contempla a ampliação do cais acostável e a construção de mais um berço para atracação. Aliado ao berço público já existente, a obra elevará a capacidade de movimentação do terminal para cerca de 900.000 TEU por ano.

A fase final do projeto prevê o surgimento de uma nova infraestrutura com 660 metros de cais acostável, 250 mil metros quadrados de retroárea operacional, 3.000 metros quadrados de armazém coberto, quatro portêineres Twin Pick Super Post Panamax, com 60 metros de alcance e capacidade para 65 toneladas, dois guindastes móveis Post Panamax, com 48 metros de alcance e 34 toneladas de capacidade. Hoje o calado no terminal é de 11,5 metros, conforme Correa. "No entanto, o porto já consta no PND (Plano Nacional de Dragagem), da Secretaria Especial de Portos”.

INTERMODALlDADE - A chegada da Mercosul Line ao Tecon Imbituba também marca a retomada do transporte de contêineres pela FTC (Ferrovia Tereza Cristina) no porto catarinense. A companhia marítima contratou a FTC, que reiniciou suas atividades no segmento de contêineres com o transporte de cerâmica e arroz até esse porto. Para as empresas da região, a operação intermodal agiliza as operações de embarque dos produtos nos navios e reduz custos de armazenagem e transporte. Os contêineres partem do CTI (Criciúma Terminal lntermodal), localizado junto ao polo cerâmico. De acordo com o gerente da Divisão Comercial da FTC, Carlos Augusto Menezes, a indústria necessita de alternativas logísticas para escoar seus produtos e torná-Ios competitivos. "A intermodalidade que a região possui oferece agilidade no transporte, segurança, liberação das cargas a partir do terminal, além de possibilitar que o cliente acompanhe de perto o processo", destaca.

Para a retomada do transporte de contêineres, houve um investimento na frota de vagões da FTC. "Já estamos estudando novas melhorias e investimentos na ampliação da capacidade de carga de todos os vagões, visando atender à demanda que surgirá com o transporte de cabotagem", destaca o gerente da Divisão de Manutenção da FTC, Abel Passagnolo.

 
 
 
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